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Como a Religião é vista pela Psicologia?

Postado por Psicologa Fernanda Nascimento domingo, 12 de fevereiro de 2012


  




Como a Religião é vista pela Psicologia?

   Sabemos que o homem é um ser biopsicossocial, com necessidades, anseios, crenças e dogmas. É impossível não falar da Psicologia sem seu atrelamento na Religião. A Psicologia enquanto Ciência trata a psique humana, entendendo o homem em toda sua totalidade, é a ciência que estuda o comportamento humano e seus processos mentais. Melhor dizendo, a Psicologia estuda o que motiva o comportamento humano – o que o sustenta, o que o finaliza e seus processos mentais, que passam pela sensação, emoção, percepção, aprendizagem, inteligência...


    Refere-se, na verdade, a um conjunto de funções  que se distinguem em três grandes vias: a via ativa (movimentos, instintos, hábitos, vontade, liberdade, tendências, e inconsciente); a via afetiva (prazer e dor, emoção, sentimento, paixão, amor); e a via intelectiva (sensação, percepção, imaginação, memória, idéias, associação de idéias).  Estas três vias articulam-se em grandes sínteses mentais, tais como: atenção, linguagem e pensamento, inteligência, julgamento, raciocínio e personalidade 

   A Religião é uma das atividades mais universais conhecidas pela humanidade, sendo praticada por todas as culturas desde o início dos tempos.A religião é feita tanto de crenças e rituais quanto de práticas. A teologia acadêmica (especialmente no Ocidente e em relação ao cristianismo) tende a se concentrar na crença. Todavia, é importante observar que em algumas sociedades não há uma palavra correta para religião. Não se trata de um compartimento separado da vida – é um modo de compreender e viver a própria vida.

   Mesmo assim, é possível distinguir vários aspectos diferentes em quase todas as religiões. Independentemente de raças, etnia, crença, ou religião, o homem tem sua necessidade espiritual. 

   Embora qualquer religião normalmente afirme ter sido inspirada por “Deus”, é importante lembrar que todas elas começam e se desenvolvem em situações históricas, geográficas e culturais específicas que influenciam e moldam a forma tomada pela religião.

O que alguns teóricos pensam sobre a Religião e a psicologia?

 Sigmund Freud

  

   Freud apesar de ter sido um homem ateu materialista, e considerado o pai da Psicologia,nunca se opôs, a opinião de seus pacientes, e nunca criticou o fato de alguém ter sua crença ou buscar sua ajuda em Deus. Sua opinião em relação a religião é totalmente dialético.Pois a Psicanalise não é contra e nem a favor da religião.Ao afirmar que a psicanálise não é religiosa, Freud não nos surpreende. 
    Porém, ao afirmar que ela também não é anti-religiosa, causa-nos uma certa surpresa. Assim, ele próprio descarta a utilização da psicanálise (quer no campo da teoria, quer no campo da prática) como um instrumento anti-religioso. 
   Afinal, o objetivo primordial da psicanálise não é a destruição dos ideais, sejam eles religiosos ou não; seu objetivo, como afirma o próprio Freud, é a libertação dos que sofrem. E, como o demonstra a clínica, a libertação do sofrimento muitas vezes pode se fazer a partir da vivência de uma experiência religiosa que esteja devidamente integrada ao dinamismo da vida psíquica.

  Sigmund Freud Judeu assimilado e homem de mente científica, Freud desenvolveu uma crítica original da religião à medida que construía todo o edifício de sua colossal obra psicanalítica. De todos os seus tratados, Moisés e o Monoteísmo é o que melhor ilustra a preocupação de Freud com a religião de base judaico-cristã e onde de maneira revolucionária reescreve toda a narrativa bíblica dentro de sua interpretação. 

  Teoria - Segundo sua teoria, Moisés (o grande legislador do nascente povo israelita), teria sido um príncipe de pais egípcios que reuniu em torno de si um séquito de simpatizantes de sacerdotes e militares descontentes na corte do faraó e com eles guiou os escravos hebreus para Canaã, dando-lhe as leis de uma nova religião e sociedade. 
   Nesta perspectiva, a narrativa bíblica que vincula Moisés com o povo hebreu, como seu milagroso salvamento das águas do Nilo, não seria mais que uma lenda acrescida posteriormente às Escrituras por escribas nacionalistas quando Israel já se firmava como nação. 

  A análise inovadora de Freud a respeito da psicodinâmica das crenças e emoções religiosas é uma contribuição definitiva ao estudo da religião. Ligando as representações de Deus à figura paterna e os sentimentos religiosos a experiências e ao vínculo com o pai, afirmou que o processo de desenvolvimento condiciona a crença religiosa. 

  A teoria de Freud é a de que a criança forma desde cedo a representação de Deus "exagerando" seus primeiros protetores, mais especificamente o pai, elevado à posição de Ser divino. Postulou então que o desamparo da criança e o reconhecimento do seu desamparo pelo adulto impelem a uma reação defensiva, à busca de proteção, formando a religião. 
  Os escritos de Freud sugerem que a criança desamparada vincula o pai aos deuses, que supostamente "exorcizam os terrores da natureza". Quando à proteção por meio do amor não podia vir da ama ou da mãe, em sua busca desesperada por um protetor, o pequeno Sigmund deve ter encontrado em seu pai Jakob um protetor que estava lá. Naquele momento de seu desenvolvimento, o pai se tornou um ótimo objeto para modificar e atualizar sua representação de Deus preexistente na de um Deus-pai grande e poderoso. 

  Freud experimentado um "arrebatamento de devoção" ao ser apresentado ao Deus de Israel? Ou se teria conscientemente ligado esse Deus imponente ao "Deus Todo-poderoso" de sua ama (católica). Por Que Freud Rejeitou Deus? não é possível sabermos a resposta, pois ele não deixou documentação sobre sua reação aos ensinamentos bíblicos. 
  Mas as teorias de Freud sobre o desenvolvimento da religião indicam que na época em que se resolve o complexo de Édipo a criança renuncia ao vínculo libidinal com os pais e se identifica com o genitor do mesmo sexo. A criança então encontra, sublimando a representação paterna em um Deus, a possibilidade de amar o pai por transferência, por meio do fervor religioso.

   A idéia da comunicação com Deus ser um fato ilusório encontrou em Freud o seu grande defensor. Para ele, toda e qualquer concepção religiosa era fruto do "complexo paterno". Ao escrever sobre a origem das idéias religiosas, Freud as tratou como "ilusões, realizações dos mais antigos, fortes e prementes desejos da humanidade." E explicou: "a impressão terrificante de desamparo na infância despertou a necessidade de proteção, a qual foi proporcionada pelo pai. O reconhecimento de que este desamparo perdura através da vida tornou necessário aferrar-se à existência de um pai. Desta vez porém mais poderoso."

  Em contra partida outros teóricos defendem a existência da religião na vida do individuo.



   Jung tem uma posição diferente. Diz ele: "Como a religião é indiscutivelmente uma das mais antigas e gerais manifestações da alma humana, é evidente por si mesmo que qualquer tipo de psicologia que trate da estrutura psicológica da personalidade humana não pode evitar pelo menos a constatação do fato de que a religião não é somente um fenômeno sociológico ou histórico, como também significa um assunto pessoal muito importante para grande número de pessoas". Rizzacasa conclui dizendo que "fica claro que, se desse ponto de vista é superada a atitude positivista, substancialmente crítica em relação à religião, assumida por Freud, estamos numa posição agnóstica na perspectiva da fé, para a qual todas as experiências religiosas se equivalem e, em certo sentido, se unificam no mapa dos arquétipos presentes universalmente no inconsciente coletivo da humanidade inteira". 

       
   Entre todos os meus doentes na segunda metade da vida, isto é, tendo mais de trinta e cinco anos, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão de sua atitude religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por ter perdido aquilo que uma religião viva sempre deu em todos os tempos a seus adeptos, e nenhum curou-se realmente sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria. Isto, é claro, não depende absolutamente de adesão a um credo particular ou de tornar-se membro de uma igreja.

   Agnóstico pela metafísica e gnóstico pela experiência, Jung via a religiosidade como uma função natural e inerente à psique. Chegava a considerá-la como um instinto, um fenômeno genuíno. A religião era vista mais como uma atitude da mente do que qualquer credo, sendo este uma forma codificada da experiência religiosa original. E assim, não deixou de afirmar que a religião faria parte dos arquétipos presentes na vida humana, ou seja, é algo inerente do próprio individuo, e que age naturalmente independente de igreja, mas da fé fluida de dentro do homem.Uma força capaz de curar e de tornar sã a sua psiquê. 
    E ainda, De acordo com Jung, há “algo” em mim, um “id” que é religioso, mas não é que “eu” seja religioso; o “id” me impulsiona em direção a Deus, neste caso, porém, não sou eu quem se decide por Deus (Frankl, V. 1992, 49).
Fica claro que Jung não considera o homem autônomo em relação à religião:
 De acordo com Jung, com efeito, a religiosidade inconsciente está ligada a arquétipos religiosos, a elementos do inconsciente arcaico ou coletivo. Na realidade, a religiosidade inconsciente em Jung muito pouco tem a ver com uma decisão pessoal do homem; representa muito mais um evento coletivo, “típico”, justamente arquetípico, “no” homem (Frankl, V. 1992, 50).

A Religião para Viktor Frankl

  Das três “escolas vienenses de psicoterapia” – Psicanálise, Psicologia Individual e Logoterapia - Viktor Frankl foi o fundador da terceira. Ele traz uma visão totalmente diferente da de Freud. Através das quatro seguintes citações – retiradas de seu livro “A presença ignorada de Deus” - torna-se possível compreender essa distinção.
  Da mesma forma que a logoterapia, como aplicação clínica da análise existencial, acrescentou o espiritual ao psicológico (que era até então praticamente o único objeto da psicoterapia), ela passou a aprender e ensinar a ver o espiritual também dentro do inconsciente, algo como um “logos” inconsciente; ao id, como inconsciente instintivo, foi acrescentado, como nova descoberta, o inconsciente espiritual. Com esta espiritualidade inconsciente do homem, que qualificamos como inteiramente pertencente ao eu, descobrimos aquela profundeza inconsciente, onde são tomadas as grandes decisões existencialmente autênticas (...) (Frankl, V. 1992, 47).

   (...) a análise existencial descobriu, dentro da espiritualidade inconsciente do homem, algo como uma religiosidade inconsciente no sentido de um relacionamento inconsciente com Deus, de uma relação com o transcendente que, pelo visto, é imanente no homem, embora muitas vezes permaneça latente (Frankl, V. 1992, 47).

   Esta fé inconsciente do homem, que aqui se nos revela e está englobada e incluída no conceito de seu “inconsciente transcendente”, significaria então que sempre houve em nós uma tendência inconsciente em direção a Deus, que sempre tivemos uma ligação intencional, embora inconsciente, com Deus. E é justamente este Deus que denominamos de Deus inconsciente (Frankl, V. 1992, 48).
  
    Podemos dizer com essa afirmação que o homem é impulsionado a ter sua fé e busca direcionada a Deus, está em seu inconsciente vivo,  como uma força que nos move e transcende todo entendimento humano. É como uma marca dentro de sua psiquê, que independente de crença, ela existe dentro de qualquer ser. Não importa de que forma seja levado suas pulsões, seja através do ID, EGO ou SUPEREGO, existe um ser Supremo que decide todas suas atitudes.    Você crendo ou não, a força estará te dominando e quando não mais   suportares sera tomada suas forças, e o que poderás fazer? pense nisso! Você pode até tentar dominar você mesmo, mais a qualquer momento, perderá esse controle, e o que dirás sobre seu fôlego de vida, como segurá-lo e impedir que se vá? Como o fará ser eterno?
Sua incredulidade não encontrará respostas diante de tuas aflições!

   

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Sou Funcionária Pública Federal e Psicóloga Graduada na Faculdade CESMAC, especializada nas áreas Jurídica, Clínica e Escolar. Pós Graduada em Vigilância à Saúde, pela Universidade Federal de Alagoas- UFAL.
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