Graças ao Alexander Graham Bell hoje podemos nos comunicar com pessoas de todo país, uma invenção que até nos dias atuais tem sido o meio de comunicação mais utilizado no mundo. E com o avanço da tecnologia, novos aparelhos surgiram facilitando ainda mais o acesso a comunicação.
A história do telefone
Por Thais Pacievitch |
O telefone, este objeto que fascinou o mundo, no final do século XIX e hoje parece tão familiar, é o resultado de muitos esforços e invenções para conseguir que a voz humana fosse transmitida através de longas distâncias. Sua história teve início na oficina de Charles Williams, localizada na cidade de Boston, e onde também trabalhava Tomas A. Watson, pessoa que sentia entusiasmo e simpatia por coisas novas, e se dedicava, em tempo integral, à invenção e ao aperfeiçoamento de aparelhos elétricos.
Foi nesta mesma oficina que se deu o encontro entre Watson e Alexander Graham Bell, que havia estudado na Universidade de Boston, era professor de fisiologia vocal, e tinha se especializado no ensino da palavra visível (sistema inventado pelo seu pai, com a finalidade de que uma pessoa surda pudesse aprender a falar). Bell tinha a intenção de aperfeiçoar seu “telégrafo harmônico”, aparelho com o qual pretendia transmitir em código Morse de seis a oito mensagens simultâneas. Foi assim que Graham Bell chegou àquela oficina, procurando suporte tecnológico para sua invenção, e começou a trabalhar com Watson. Mais adiante, Bell disse a Watson estas palavras: “Se eu pudesse fazer com que uma corrente elétrica variasse de intensidade da mesma forma que o ar varia ao se emitir um som, eu poderia transmitir a palavra telegraficamente.” Esta foi a chave do invento que viria a se chamar telefone.
Depois de muitas tentativas, em 1876, o sonho de Bell se tornou possível. Através de um aparelho, entre um cômodo e outro, Watson ouviu Bell dizendo: “Sr. Watson, preciso do senhor, venha.” Nascia, assim, o telefone. A nova invenção foi apresentada na Exposição do centenário de Filadélfia. Desde então foram grandes e impactantes os avanços da telefonia até o que hoje chamamos de telefones celulares.
O telefone e os perigos a saúde e ao comportamento humano
Com o passar dos anos, novos aparelhos telefônicos avançados surgiram, e o que tem de bom, poderá ser prejudicial a saúde de muitas pessoas por causa da radiação emitida por aparelhos celulares, e também pode influenciar no comportamento de muitos jovens adolescente,e até mesmo na vida dos adultos, cabendo a cada um se controlar no uso exagerado do telefone.

Estudos desaconselham o uso de celular por crianças e jovens de até 16 anos. O departamento de saúde britânico recentemente obrigou os fabricantes de celular a informar os consumidores, por meio de folhetos, sobre esse risco.
O rápido crescimento do número de usuários da telefonia celular (bem como de outros meios de comunicação sem fio) tem chamado a atenção, em todo o mundo, para os possíveis riscos que poderiam ser causados pela exposição humana aos campos eletromagnéticos gerados por aparelhos celulares ou estações rádio-base (torres de celular).
Estudos científicos sobre os efeitos das radiações eletromagnéticas no corpo humano vêm sendo realizados há aproximadamente 45 anos, e foram intensificados na última década. Com base nos resultados destes estudos, acredita-se, hoje, que as configurações utilizadas nas estações rádio-base não causam qualquer efeito adverso à saúde ou ao meio ambiente.
Diretrizes e normas foram criadas por organizações reconhecidas mundialmente, tal como a Organização Mundial da Saúde, para fixarem limites bastante seguros de exposição aos campos eletromagnéticos. A Telefonia Celular ressalta sua preocupação em cumprir todas as normas e recomendações de organismos nacionais e internacionais que tratam do assunto.Ler Mais
Desde que o telefone celular passou a ser considerado um aparelho indispensável para facilitar as necessidades cotidianas das pessoas, investigações sobre o seu uso começaram a ser desenvolvidas desde diversas perspectivas (Campbell, 2006; Fortunati, 2002).
Estudos buscam compreender como tal tecnologia vem se inserindo na sociedade e revelando tendências de comportamento. Frente a esses achados, observa-se que a abrangência do telefone celular na vida dos adolescentes é proporcionalmente maior do que na de adultos (Eliot e Jankel-Elliot, 2003). Também são diferentes os motivos e as necessidades desse grupo em utilizar o celular (Lorente 2002; Charlton et. al, 2002; Yoon, 2006). No caso dos adolescentes, pode-se perceber que enquanto as parcerias se intensificam entre o grupo de iguais, a relação com os pais sofrem conseqüências significativas. Na adolescência,predomina, entre os jovens, uma necessidade de separação e diferenciação com relação aos seus pais, e nesse embate por independência e privacidade, o telefone celular aparece como instrumento fundamental para a “sobrevivência” desses jovens nesse ambiente já não mais tão familiar. A família e escola talvez sejam os cenários onde a reverberação do uso do celular pelos adolescentes seja mais perceptível e polêmica. Isto é, por um lado jovens não cogitam a hipótese de viver sem o aparelho e por outro, muitos pais e professores não sabem como agir a esse respeito.Ler Mais
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